Azel abre o jogo, em japonês e inglês

No último dia 18 de março, Azel postou no Memo os motivos pelos quais, mesmo com várias pessoas pelo mundo solicitando a atualização das versões Windows do AzDrawing e do AzPainter, ela abandonou em definitivo a plataforma e por não ter nenhum interesse em retomar o desenvolvimento das mesmas. Embora já fosse de conhecimento do público japonês, esta é a primeira vez que ela se expressa também em inglês, tendo postado a declaração oficial no site AzSky.
Entre os motivos listados, está o fato dela ter abandonado o Windows por razões pessoais e técnicas, e uma vez que não faz nenhum uso do sistema operacional da Microsoft para seu uso diário, ela considera um estorvo ter que se dedicar ao desenvolvimento em uma plataforma que ela não utiliza.
Cumpre observar que ela faz questão de frisar que os aplicativos que desenvolve são, prioritariamente, para seu uso pessoal. Portanto, ela só os desenvolve justamente porque ela os utiliza. Isso explica o porquê dela se recusar a aceitar apoio, seja financeiro ou na produção de código/patches, e dá um alento sobre o futuro dos aplicativos AZ sobre Linux. No fim, também é um “cala boca” definitivo e um banho de água fria em quem ainda tinha esperanças de que ela voltasse a desenvolver para Windows.
Lembramos que as últimas versões do AzDrawing e AzPainter para Windows continuam disponíveis para baixar, agora inclusive com tradução para o Português do Brasil (apenas o AzDrawing), conforme anunciado no nosso artigo anterior.
A pergunta que não quer calar é o porquê dela não liberar o código das versões para Windows por meio de alguma licença livre – GPL3, BSD ou MIT, para citar somente três. Consultada a respeito, Azel explicou que ela não deseja liberar o código do jeito que está. Ela prefere fazer algumas melhorias e incrementos antes de se decidir a liberar o código, provavelmente sob a GPL. Mas não informou quando nem o quê será feito no código. Levando em consideração a atual resistência da programadora em usar o Windows novamente, não é algo para o curto prazo. Ao insistir com ela para que reconsiderasse e liberasse o código como está, para que outro programador, mais afeito ao Windows, pudesse retomar o trabalho e liberá-la para os projetos em GNU/Linux, recebi o silêncio como resposta. Vamos acompanhar os próximos capítulos.

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