AzDrawing2 para Windows em Português do Brasil

Após um par de semanas de trabalho intermitente, devido a viagens e outras atividades urgentes, finalmente temos a honra de anunciar a tradução do AzDrawing2 para Windows para o Português do Brasil. Trata-se do principal carro-chefe dos aplicativos AZ na América Hispânica, traduzido para o espanhol pelo artista argentino Alex Dukal. Agora, os usuários brasileiros e também os lusófonos que não se importarem com nosso léxico tupiniquim – “mouse” no lugar de “rato”, por exemplo – poderão fazer uso do aplicativo especializado em rascunhos e arte-final digital em nossa língua pátria.

azdrw_ptbr_final
AzDrawing2 em português do Brasil rodando no Windows 10

Existem duas formas de obter o AzDrawing2 em português: baixando o aplicativo completo com o arquivo de tradução incluso (clique aqui) ou, caso já possua o aplicativo em outro idioma e deseja apenas o arquivo de tradução, clicando aqui. O arquivo deve ser salvo na mesma pasta onde se encontra o executável do programa. Ao abrir o AzDrawing2 pela primeira vez (ou após salvar o arquivo de tradução na respectiva pasta), vá em Configuração > Idioma e escolha a opção “pt”. Diferentemente de sua contraparte para Linux, a tradução do layout não é feita automaticamente com base nas configurações de idioma do sistema operacional hospedeiro. Assim, mesmo que seu Windows esteja em português do Brasil, o AzDrawing2 pode ser configurado para exibir qualquer um dos quatro idiomas disponíveis nessa versão: inglês, espanhol, japonês e português. Por limitações técnicas impostas pelo código do programa, não pudemos nomear o arquivo para pt_br, como é o padrão internacional. O programa forçosamente lê apenas arquivos com a nomenclatura “lang_xx”, onde “xx” é o nome do idioma com apenas dois caracteres. Qualquer arquivo com nome diferente desse formato é simplesmente ignorado.
Em tempo, o arquivo zipado com o aplicativo completo que estamos disponibilizando é, na verdade, a versão oferecida pelo Alex Dukal no blog Mundo AzDrawing, portanto possui, além da tradução para o português do Brasil que estamos disponibilizando, todo o conjunto de pincéis que o artista argentino criou especificamente para o software e, naturalmente, a tradução para o espanhol, itens que não estão disponíveis na versão oficial.
Aproveitando o ensejo, acabamos de descobrir que também existe uma tradução para o coreano. A recomendação é a mesma para aqueles que já possuem o programa e desejam apenas acrescentar a tradução.

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Pincéis no AzDrawing e AzPainter2/B: criando presets

Numa temporada de poucas novidades, onde Azel está concentrada em seus estudos sobre o Wayland e mlib, resolvi ir atrás de uma forma de agregar novos pincéis aos aplicativos gráficos AZ. Em artigo anterior, falei sobre os famosos pincéis AD, de Alex Dukal, e sempre tive a curiosidade de saber como ele conseguiu tamanha façanha. De fato, à primeira vista parece algo extremamente complicado mas, ao buscar as fontes de informação adequadas, percebe-se que se trata de uma tarefa relativamente simples, ainda que um tanto trabalhosa.
A fim de entender como a coisa toda funciona, primeiro dei uma olhada nos arquivos envolvidos: dentro dos diretórios ocultos .azdrawing e .azpainter, localizados na pasta pessoal do usuário (~/”nome_do-usuário”), encontramos as pastas brush e texture, além do arquivo brush.dat (brush-2.dat no AzPainter2). Claro, existem outros arquivos de configuração nesses diretórios, mas para os pincéis esses são os principais.

pincel1
Pastas .azdrawing e .azpainter na pasta pessoal, distribuição Deepin
pincel2
Exemplo da pasta .azdrawing
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Exemplo da pasta .azpainter (AzPainter 2.1.1)

Nas pastas brush e texture, como os próprios nomes dizem, ficam as imagens das manchas dos pincéis (brush) e das texturas (textures) que as influenciam. Como exemplo, mostramos a seguir o conteúdo da pasta brush do AzDrawing 1.5, com os pincéis AD já instalados por mim, conforme as orientações de Alex Dukal no artigo já citado. Vejamos como é constituído o pincel AD Aguada #1, do conjunto AD Brushes Mix v. 1. Conforme verificamos no AzDrawing, a mancha (imagem) do pincel é ad_oil3.jpg.

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Conteúdo da pasta brush do AzDrawing 1.5, com manchas dos pincéis AD.
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Pincel AD Aguada #1, no AzDrawing

Já a imagem de textura utilizada é a ad_paint2.jpg, que se encontra na pasta texture.

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Na imagem anexa da tela do AzDrawing, podemos ver o resultado do uso do pincel conforme suas configurações, onde temos a mescla da imagem da mancha com a respectiva textura. Podemos identificar também que este pincel efetua pintura do tipo Mistura, ou seja, quando aplicamos uma pincelada por cima de outra, as duas se misturam, tornando a interseção entre elas mais escura. Se forem utilizadas cores, elas se mesclarão, formando uma nova cor por adição.
As informações de configuração de pincel que vemos na caixa de ferramentas Brush, na interface gráfica dos aplicativos AZ, são armazenadas no arquivo brush.dat. Na verdade, lá se encontram todas as informações salvas de todos os pincéis instalados no aplicativo em questão. Trata-se de um arquivo em código de baixo nível, ou seja, as informações estão codificadas em linguagem de máquina, sendo muito difícil seu entendimento pelo usuário comum. Na criação de um conjunto de pincéis o qual se deseja distribuir por inteiro, com todas as configurações predeterminadas, faz-se necessário incluir o arquivo brush.dat junto com as imagens e texturas que serão utilizadas no conjunto. Dessa maneira, esse arquivo deve substituir o brush.dat que esteja pré-instalado no aplicativo (o qual, recomenda-se, deve ser salvo como um arquivo de backup, para o caso de algo dar errado), permitindo assim a correta instalação dos pincéis baixados. Se por um lado trata-se de uma maneira mais fácil de instalar um conjunto de pincéis, por outro faz com que se perca pincéis personalizados pelo próprio usuário.
Uma vez conhecidos os pontos mais importantes, surgiu a dúvida: os pincéis AD foram distribuídos não com um brush.dat pronto, mas com arquivos .txt com o código de cada pincel individual. Como o Alex extraiu essa informação? Além disso, o Anderson Prado, aka AndeOn, havia feito uma ligeira modificação no conjunto de pincéis do Dukal a fim de melhor instalá-los no Linux, já que aqueles conjuntos eram para o AzDrawing for Windows. Afinal, qual era o segredo disso tudo? Assim, resolvi fazer minhas diligências. 😉
Após consultar o Anderson sobre as modificações que havia feito e ao próprio Alex Dukal sobre como gerar os códigos, encontrei num post de um antigo blog do Alex a resposta para todas as perguntas que deram origem a este artigo. No subtítulo Como compartir pinceles individuales con AzDrawing 2,  Alex aborda justamente o inconveniente da distribuição do brush.dat:

“Como compartir pinceles individuales con AzDrawing 2

Cuando decidí compartir mi set de pinceles me encontré con un pequeño inconveniente: toda la información con la configuración de todos los pinceles se guarda en el archivo brush.dat, a eso había que sumarle las carpetas brush y texture con todas las imágenes, por eso compartí la carpeta entera con el programa, para no crear confusiones.”

A seguir ele dá ciência de que é possível compartilhar os pincéis individualmente através de um “pulo do gato”: as opções “Copiar para a Área de Transferência(Formato Texto)”, no AzDrawing, e “Copiar(C)”, no AzPainter2. Estas opções são acessíveis ao clicar com o botão direito do mouse sobre o pincel que se deseja copiar. Através dessa ação, o código com a configuração do pincel escolhido é copiado temporariamente para a Área de Transferência, em código mais legível do que o do brush.dat, podendo ser salvo posteriormente em um arquivo .txt através de um editor de textos do tipo Bloco de Notas (como o Gedit ou outro do universo Linux). Veja um exemplo de código, justamente do pincel AD Aguada #1, que utilizamos anteriormente:

AZDW2BR;004100440020004100670075006100640061002000230031;ad_oil3.jpg;ad_paint2.jpg;03e8;03e8;03e8;03e8;000a;011c;0000;03e8;0000;0064;0156;01;ff;00;00;00;01;00;

A seguir, um exemplo de código utilizado pelo AzPainter2, do pincel pré-instalado Water:

azpainter-v2-brush;name=water;type=2;radius=78.3;radius_min=0.3;radius_max=400.0;opacity=60;pix=0;sm_type=1;sm_str=1;min_size=0.0;min_opacity=100.0;interval=0.20;rand_size=100.0;rand_pos=0.00;angle=0;angle_rand=0;rough=0;hard=100;flags=4;water1=50.0;water2=90.0;water3=40.0;press_type=0;press_value=100;shape=;texture=%3F;

Podemos observar através destes exemplos que os códigos possuem marcação diferente em cada programa, o que significa que não podemos instalar no AzPainter2 um pincel criado no AzDrawing e vice-versa. Em outras palavras, se queremos criar conjuntos de pincéis que funcionem em ambos, teremos, na verdade, que gerar duas versões de cada conjunto: um para AzDrawing e outro para AzPainter2. Em outro artigo, falarei sobre o AzPainterB que, ao que parece, possui o mesmo motor de pincéis que o AzPainter2.
Resumindo, a forma de compartilhar pincéis em quaisquer dos aplicativos gráficos AZ segue basicamente os seguintes passos:
1) Criar o pincel no aplicativo a que se destina;
2) Clicar com o botão direito sobre o pincel e escolher a opção de Copiar para a Área de Transferência;
3) Salvar o conteúdo da área de transferência em um arquivo texto puro (.txt);
4) Juntar a este arquivo os arquivos de imagem (mancha) do pincel e da textura, se form o caso.
No próximo artigo, faremos um passo a passo de como criar um pincel e como compartilhá-lo individualmente.

Os pincéis AD estão de volta!

Hoje, por um acaso, revisitei o blog Mundo AzDrawing, do artista argentino Alex Dukal, o qual foi – e ainda é para mim – uma referência sobre aplicativos AZ em idioma latino. Foi, inclusive, uma inspiração para tornar-me tradutor dos aplicativos AZ para o português do Brasil e para lançar os blogs AZnoSekai e AZ World: observem que ambos os nomes fazem referência ao “mundo”, da mesma forma que o blog do Alex (sekai = mundo em japonês).
Observei, nessa revisitação, que havia comentários recentes no blog, já deste ano de 2017, após cerca de 3 anos de aparente inatividade. Sabendo que Alex Dukal poderia me responder, aproveitei o ensejo e pedi-lhe que disponibilizasse novamente os pincéis que criou para o AzDrawing para Windows, os quais podem ser igualmente utilizados tanto no AzDrawing como no AzPainter2 para Linux. Para minha surpresa, a resposta foi quase imediata: em questão de minutos, Dukal não só respondeu como reativou os links para seus pincéis e lápis AD, conforme os comentários abaixo:

alex_dukal

Abaixo seguem amostras dos pincéis e lápis, feitas pelo próprio Alex Dukal, juntamente com os links para download.

azdrawing_ad-pencils

AD_Pencils

ad_impressionist_brush

AD_Impressionist_Brush

azdrawing_ad-brush-mix-vol1

AD_Brushes_Mix_vol_1

Copio aqui, conforme o texto original de Dukal, as instruções de instalação dos pincéis (em espanhol):

COMO AGREGAR CADA PINCEL A AZDRAWING 2:

  1. Copiar el contenido de las carpetas “Brush” y “Texture” a las correspondientes carpetas del programa.
  2. Abrir cada archivo de texto con un editor de texto plano Por ejemplo: Bloc de Notas
  3. Seleccionar todo el código y copiarlo al portapapeles (Ctrl+C)
  4. Abrir AzDrawing 2 y hacer Click derecho sobre el listado de pinceles. Del menú contextual que se abrirá, elegir la opción “Agregar desde Portapapeles”

Si todo salió bien, el nuevo pincel se habrá agregado al final del listado de pinceles.

Repetir el procedimiento por cada pincel que deseemos agregar.

Cabe ressaltar que este procedimento foi escrito para o AzDrawing para Windows. Eu ainda não testei no Linux, mas sei que funciona (parafraseando o apresentador Sílvio Santos) pois o João Mausson os tinha instalado no AzDrawing sobre o Ubuntu. 😀
Recomendo fortemente a visita ao blog Mundo AzDrawing e prestigiar a arte deste grande contribuidor para a popularização dos aplicativos AZ nos países hispano hablantes. Vida longa a Alex Dukal! \o/

Novidades(?) e empacotamento

Desde 11 de março, quando fez um release menor do AzPainter e do AzPainterB, Azel não postou mais nenhuma novidade sobre o desenvolvimento dos aplicativos AZ. Normalmente ela passa em média um mês entre um post e outro, relatando os avanços no desenvolvimento e na correção dos códigos, embora não seja raro que o hiato seja ainda maior, especialmente nas férias de verão japonês, quando ela fica afastada do desenvolvimento por quatro meses seguidos – se você acha que o verão no Brasil é quente, no Japão pode ser pior, dependendo da região e dos efeitos climáticos. E ela mora em Osaka, mais a oeste do que Tóquio e, se considerar as ilhas menores do arquipélago de Okinawa, fica no centro do arquipélago japonês. Ou seja, é bem quente mesmo.
Posteriormente, ela anunciou, após o lançamento da versão 2.0.6 do AzPainter, que iria se dedicar a algum outro projeto novo, deixando o desenvolvimento do AzDrawing para um outro momento. No último post, datado de 11/06 pp, ela informou estar desenvolvendo um visualizador de mangá/quadrinhos (comics reader).
Todo esse movimento indica, num primeiro momento, de que os aplicativos AZ estão no nível de maturidade que Azel pretendia e, como já estava acontecendo de uns tempos pra cá, ela apenas fará algumas correções pontuais a medida que as demandas forem aparecendo.
Enquanto isso, outro assunto chamou a minha atenção esta semana: o empacotamento dos aplicativos AZ. Já de algum tempo, eu e o Mozart Couto vinhamos conversando sobre distribuições GNU/Linux ótimas para desenhistas e ilustradores, bem como sobre o fato de Azel disponibilizar apenas os fontes dos aplicativos que desenvolve, dificultando o acesso a usuários iniciantes que não possuem familiaridade com a linha de comando. Nesse ínterim, encontramos o remaster do Ubuntu chamado Iro OS, desenvolvido pelo designer português Pedro Pitéu e focado justamente no público formado por artistas gráficos. Seus trunfos são a leveza, o ambiente minimalista mas de muito bom gosto, e por disponibilizar, já na instalação, importantes aplicativos gráficos do mundo do SL, como Blender, Make Human e – surpresa! – AzPainter.
Desafortunadamente, o Iro OS parou na versão 1.0 alpha 2, baseado no descontinuado Ubuntu 15.10, e embora estivesse anunciando a versão beta baseada no Ubuntu 16.04 LTS (uma ótima pedida, pois permitiria o trabalho em cima do Iro apenas de 5 em 5 anos, ao invés de 6 em 6 meses), Pedro não deu mais notícias a respeito, sendo a última mensagem do blog datada de 20/10/16.
De fato, é um consenso no mundo GNU/Linux de que manter uma distro, ainda que seja um remaster costumizado, é um trabalho que consome a vida do mantenedor. E o Pedro, que é Concept Designer de uma grande multinacional do ramo de games, certamente não tem tanto tempo assim para dedicar.
Eu e Mozart pensamos, então, em criar um remaster ao estilo do Iro mas, pelos mesmos motivos já citados, abandonamos – ao menos por enquanto – a ideia. A partir daí nos voltamos para os Appimages, que já citamos em artigo anterior. Recentemente, vi as mensagens do Probono acerca do empacotamento do AzPainter. E as colocações feitas entre ele e o Symbian9 me fizeram pensar a respeito do assunto.
Em conversa com Azel no início do ano a respeito dos appimages, ela deixou claro que não iria se dedicar ao assunto “empacotamento”: ela continuaria fornecendo dos tarballs para instalação via código fonte e deixaria o empacotamento dos binários para quem quisesse fazê-lo, qualquer que fosse o sistema ou distribuição alvo. Para gerar os appimages, é conveniente que seja gerado através de uma versão antiga da distro alvo, o que, a grosso modo, exigiria um esforço significativo, tendo que testar o appimage gerado em todas as distribuições atuais, a fim de garantir a compatibilidade. E, de fato, Azel não teria tempo disponível para tal empreitada. Devemos lembrar que Azel desenvolve tudo sozinha, não recebendo ajuda de ninguém, por opção própria. Na visão dela, o trabalho de desenvolvimento termina ao liberar os tarballs, sendo que daí por diante o usuário pode fazer uso das quatro liberdades defendidas pela Free Software Foundation, uma vez que os aplicativos AZ são liberados sob a licença GPL3.
Por outro lado, o Probono enfatiza a importância de que cada desenvolvedor assuma o empacotamento de seus aplicativos via appimage, com o intuito de evitar que pessoas mal intencionadas liberem pacotes carregados de malware sob o nome de aplicativos “do bem”, o que certamente mancharia a reputação desses mesmos aplicativos.
Atualmente temos colaboradores de diversas partes do mundo empacotando os aplicativos AZ, ao menos o AzPainter, conforme pode ser visto na nossa lista de links úteis aí do lado. Porém, ainda temos lacunas a serem preenchidas, como pacotes .deb e appimage para o AzDrawing e o AzPainterB – que são aplicativos diferentes, com finalidades diferentes do AzPainter, conforme asseverou a própria Azel – além de pacotes rpm para todos eles e em outros formatos. Ah, para quem perguntou sobre o AUR (Arch Linux), o AzPainter e o AzDrawing estão disponíveis.
Também podemos pedir para os responsáveis pelas nossas distribuições preferidas para incluírem os aplicativos AZ nos repositórios oficiais dessas distros. Eu mesmo, que recentemente migrei para o Deepin, solicitei a inclusão dos três aplicativos no application store da própria distro.
Quanto mais disponíveis em formato binário para as diversas distribuições e sistemas operacionais (MacOS, *BSD… quem sabe um dia no Haiku?), mais e mais usuários terão acesso aos aplicativos AZ e poderão se beneficiar de suas qualidades únicas. Só teremos a ganhar.

Artistas do Mundo AZ

Além do Mozart Couto, João Mausson, Alex Dukal (nos bons tempos do AzPainter2 para Windows) e outros artistas já referidos aqui, existem vários outros artistas de qualidade excepcional que trabalham, primariamente ou não, com os aplicativos Az, especialmente o AzPainter. Muitos deles postam seus trabalhos no DeviantArt, no Pixiv ou outros sites comunitários, já outros possuem sites próprios. O fato é que a comunidade de usuários é grande e se espalha pelo mundo.
Graças ao trabalho do Alex Dukal, o AzPainter e o AzDrawing são bem conhecidos da comunidade de ilustradores hispânicos, tanto na Europa como na América Latina. Um dos grandes usuários do AzDrawing para Windows é o arte-finalista argentino Jorge Copo, dono de um traço marcante e preciso. Suas imagens de Boba Fett, Batman e Wolverine feitos no AzDrawing são verdadeiramente impactantes. Outro bom exemplo vindo da nossa vizinha Argentina é o animador e ilustrador Seian.
No mundo da cor, chama a atenção o trabalho do artista japonês conhecido como 0xconfig. Seus trabalhos de fanart para Tone Sphere/Darksphere são de fazer prender a respiração. Até hoje eu me pergunto se ele conseguiu fazer tudo aquilo mesmo usando apenas o AzPainter/AzPainterB for Linux! Sinal de que eu conheço muito pouco o potencial dos aplicativos de Azel… Além do perfil no DeviantArt, ele possui um site próprio onde é possível ver seus trabalhos e adquirir produtos personalizados – se você morar no Japão.
Vendo os trabalhos de artistas como os citados é que percebemos o poder destes maravilhosos aplicativos. A maioria dos demais artistas que trabalham com os aplicativos Az os utilizam apenas para uma etapa do processo – muitos deles usam o AzDrawing para sketches e/ou arte-finalização, para depois colorirem no Photoshop. Boa parte deles possuem computadores da Apple – penso eu ser um fetiche dos ilustradores de um modo geral.
Com o surgimento dos appimages, penso que podemos ver mais artistas gráficos usando os aplicativos Az sobre Linux. Com uma distribuição da preferência do usuário, bastaria baixar o appimage, torná-lo executável e correr pro abraço. Ou gerar uma cópia do sistema que se está usando, já com todos os aplicativos instalados e configurados, e distribuir para os colegas ilustradores. Assim, poderemos ver mais trabalhos inspiradores, inovadores, ousados, livres… Como deve ser no Mundo AZ.