AzComicv 1.0.1

No último dia 09, Azel lançou a versão menor 1.0.1 do leitor de comics Azcomicv. Como novidade principal, a possibilidade de classificar os arquivos por data e hora de atualização, o que é importante para quem segue séries. Correção no carregamento de JPEG, ajustes de layout e algumas correções do Mlib também foram acrescentadas. Ela não postou nenhuma notícia no blog oficial, portanto não há mais novidades sobre os demais aplicativos até o momento.

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AzPainter 2.1.0

Azel liberou no último dia 26/08 uma nova versão do AzPainter, que pulou de 2.0.6 para 2.1.0. Segundo a desenvolvedora, diversas melhorias ainda deverão ser implementadas de maneira parcelada, portanto haverão atualizações menores com certa frequência até o fim do ano.
Outro ponto abordado por Azel na mensagem de lançamento é a implementação do suporte a Wayland, uma vez que esse será o servidor gráfico padrão do Ubuntu 18.04, a ser lançado no ano que vem. Para quem não sabe, Wayland é a iniciativa da Red Hat de um protocolo moderno para substituir o já cansado servidor X11. Foi criado em 2008 por Kristian Høgsberg e é totalmente compatível com aplicativos que hoje rodam por cima do X11, graças ao cliente XWayland.
Até abril deste ano, a Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, utilizava o gerenciador de ambiente Unity, rodando sobre o Mir, versão criada a partir de e principal concorrente do Wayland. Entretanto, com o anúncio do abandono do Unity, cogitou-se o abandono também do Mir, o que foi negado por Mark Shuttleworth, que afirmou que o servidor será adotado nos projetos da Canonical para a chamada “Internet das Coisas”.
O tarball da nova versão do AzPainter pode ser baixado aqui. Ainda não há atualização do appimage pelo Probono nem pacote .deb pelo Alexander Podznyakov.

Atualização (12/09/17): Já está disponível o pacote .deb no site Notesalexp.org, de Alexander Podznyakov.

Um pouco de história

A presença dos aplicativos AZ na América Latina se deve, principalmente, ao interesse de dois importantes ilustradores argentinos: Sebastián Cabrol e Alex Dukal. Conforme artigo anterior, Dukal foi o criador do blog Mundo AzDrawing e de alguns conjuntos de pincéis. Mas foi através de Cabrol que ele teve o primeiro contato com o Azdrawing. A partir de então, Dukal tornou-se uma espécie de embaixador do AzDrawing “nestes mares do sul” – parafraseando Lulu Santos – graças a quem o AzDrawing chegou ao conhecimento de usuários no Uruguai e no Peru, além de Mozart Couto, a quem citamos sempre desde o lançamento do AzNoSekai.
Num artigo anterior sobre artistas usuários de aplicativos AZ, citamos outros ilustradores argentinos, mas os pioneiros, até onde pudemos verificar na Net, são Cabrol e Dukal.
Corrigindo o que escrevi no artigo anterior, Alex Dukal não deixou de utilizar o AzDrawing. Na verdade, ele tem uma instalação da versão em espanhol do AzDrawing 2 rodando redondo em uma máquina com MS Windows 10! Portanto, para aqueles que não desejam abandonar a plataforma Windows, é possível, sim, usufruir de todo o potencial deste incrível programa para rascunho e arte-finalização.
A propósito, percebemos, por parte de “nuestros hermanos de Latino America”, uma preferência pelo AzDrawing, mesmo em trabalhos coloridos, como é possível ver neste artigo de Alex Dukal. Já no Japão e aqui no Brasil, o “xodó” tem sido mesmo o AzPainter: basta observar os sites de tutoriais e dicas em japonês que se estão em nossa lista de links, bem como no seminal review de Mozart Couto, feito em 2014. Foi a partir dele que, em fevereiro do mesmo ano, resolvi começar a tradução do AzDrawing e AzPainter* para o português do Brasil. Assim, hoje temos, ainda que passível de correções e melhorias, os aplicativos AZ falando a nossa língua.
Nosso sincero desejo é de que esse suporte ao trabalho abnegado de Azel continue em todos os países lusófonos e hispânicos, nas Américas e na Europa. Também desejamos que mais e mais usuários deste lado do planeta conheçam estes programas e possam utilizá-los para fazerem trabalhos belíssimos como os que temos visto e repostado neste espaço. Fazer esta singela homenagem aos que primeiro experienciaram e divulgaram os programas de Azel, prestigiando e chancelando a qualidade excepcional dos mesmos com seus nomes e credibilidade no mundo da ilustração e dos quadrinhos, é o mínimo que podemos fazer como demonstração dos nossos sinceros agradecimentos.

¡Saludos desde Brasil!

Os pincéis AD estão de volta!

Hoje, por um acaso, revisitei o blog Mundo AzDrawing, do artista argentino Alex Dukal, o qual foi – e ainda é para mim – uma referência sobre aplicativos AZ em idioma latino. Foi, inclusive, uma inspiração para tornar-me tradutor dos aplicativos AZ para o português do Brasil e para lançar os blogs AZnoSekai e AZ World: observem que ambos os nomes fazem referência ao “mundo”, da mesma forma que o blog do Alex (sekai = mundo em japonês).
Observei, nessa revisitação, que havia comentários recentes no blog, já deste ano de 2017, após cerca de 3 anos de aparente inatividade. Sabendo que Alex Dukal poderia me responder, aproveitei o ensejo e pedi-lhe que disponibilizasse novamente os pincéis que criou para o AzDrawing para Windows, os quais podem ser igualmente utilizados tanto no AzDrawing como no AzPainter2 para Linux. Para minha surpresa, a resposta foi quase imediata: em questão de minutos, Dukal não só respondeu como reativou os links para seus pincéis e lápis AD, conforme os comentários abaixo:

alex_dukal

Abaixo seguem amostras dos pincéis e lápis, feitas pelo próprio Alex Dukal, juntamente com os links para download.

azdrawing_ad-pencils

AD_Pencils

ad_impressionist_brush

AD_Impressionist_Brush

azdrawing_ad-brush-mix-vol1

AD_Brushes_Mix_vol_1

Copio aqui, conforme o texto original de Dukal, as instruções de instalação dos pincéis (em espanhol):

COMO AGREGAR CADA PINCEL A AZDRAWING 2:

  1. Copiar el contenido de las carpetas “Brush” y “Texture” a las correspondientes carpetas del programa.
  2. Abrir cada archivo de texto con un editor de texto plano Por ejemplo: Bloc de Notas
  3. Seleccionar todo el código y copiarlo al portapapeles (Ctrl+C)
  4. Abrir AzDrawing 2 y hacer Click derecho sobre el listado de pinceles. Del menú contextual que se abrirá, elegir la opción “Agregar desde Portapapeles”

Si todo salió bien, el nuevo pincel se habrá agregado al final del listado de pinceles.

Repetir el procedimiento por cada pincel que deseemos agregar.

Cabe ressaltar que este procedimento foi escrito para o AzDrawing para Windows. Eu ainda não testei no Linux, mas sei que funciona (parafraseando o apresentador Sílvio Santos) pois o João Mausson os tinha instalado no AzDrawing sobre o Ubuntu. 😀
Recomendo fortemente a visita ao blog Mundo AzDrawing e prestigiar a arte deste grande contribuidor para a popularização dos aplicativos AZ nos países hispano hablantes. Vida longa a Alex Dukal! \o/

Novo aplicativo a caminho: AzComicv

Conforme relatado no artigo anterior, Azel vem desenvolvendo um novo aplicativo, desta vez um visualizador de mangá/quadrinhos (comic viewer). Ontem (02/07) ela postou em seu blog que já está perto de finalizá-lo e apresentou uma screenshot, onde é possível ver o nome escolhido: AzComicv.  Como é padrão nos seus produtos, Azel optou por uma interface minimalista, com toda a parte de navegação e visualização disponíveis logo na tela principal.

azcomicv1
Janela principal do AzComicv

Com a chegada do verão japonês, Azel pretende liberar a versão definitiva o quanto antes, para que ela possa entrar em seu costumeiro período de férias. Este foi um dos motivos pelos quais Azel não quis se debruçar sobre o AzDrawing: um período de tempo muito curto para realizar alterações significativas no software, antes das férias de verão. Um projeto menor, como o do AzComicv, caberia melhor nesse intervalo.
Semelhantemente ao que aconteceu com o AzPainterB, Azel abriu inscrições para quem desejar sugerir o ícone do novo aplicativo. Os ícones devem ser feitos em formato SVG e enviados por e-mail para azelpg@gmail.com. Quem quiser participar precisa correr, pois o lançamento do aplicativo deve ocorrer ainda neste mês de julho!

Novidades(?) e empacotamento

Desde 11 de março, quando fez um release menor do AzPainter e do AzPainterB, Azel não postou mais nenhuma novidade sobre o desenvolvimento dos aplicativos AZ. Normalmente ela passa em média um mês entre um post e outro, relatando os avanços no desenvolvimento e na correção dos códigos, embora não seja raro que o hiato seja ainda maior, especialmente nas férias de verão japonês, quando ela fica afastada do desenvolvimento por quatro meses seguidos – se você acha que o verão no Brasil é quente, no Japão pode ser pior, dependendo da região e dos efeitos climáticos. E ela mora em Osaka, mais a oeste do que Tóquio e, se considerar as ilhas menores do arquipélago de Okinawa, fica no centro do arquipélago japonês. Ou seja, é bem quente mesmo.
Posteriormente, ela anunciou, após o lançamento da versão 2.0.6 do AzPainter, que iria se dedicar a algum outro projeto novo, deixando o desenvolvimento do AzDrawing para um outro momento. No último post, datado de 11/06 pp, ela informou estar desenvolvendo um visualizador de mangá/quadrinhos (comics reader).
Todo esse movimento indica, num primeiro momento, de que os aplicativos AZ estão no nível de maturidade que Azel pretendia e, como já estava acontecendo de uns tempos pra cá, ela apenas fará algumas correções pontuais a medida que as demandas forem aparecendo.
Enquanto isso, outro assunto chamou a minha atenção esta semana: o empacotamento dos aplicativos AZ. Já de algum tempo, eu e o Mozart Couto vinhamos conversando sobre distribuições GNU/Linux ótimas para desenhistas e ilustradores, bem como sobre o fato de Azel disponibilizar apenas os fontes dos aplicativos que desenvolve, dificultando o acesso a usuários iniciantes que não possuem familiaridade com a linha de comando. Nesse ínterim, encontramos o remaster do Ubuntu chamado Iro OS, desenvolvido pelo designer português Pedro Pitéu e focado justamente no público formado por artistas gráficos. Seus trunfos são a leveza, o ambiente minimalista mas de muito bom gosto, e por disponibilizar, já na instalação, importantes aplicativos gráficos do mundo do SL, como Blender, Make Human e – surpresa! – AzPainter.
Desafortunadamente, o Iro OS parou na versão 1.0 alpha 2, baseado no descontinuado Ubuntu 15.10, e embora estivesse anunciando a versão beta baseada no Ubuntu 16.04 LTS (uma ótima pedida, pois permitiria o trabalho em cima do Iro apenas de 5 em 5 anos, ao invés de 6 em 6 meses), Pedro não deu mais notícias a respeito, sendo a última mensagem do blog datada de 20/10/16.
De fato, é um consenso no mundo GNU/Linux de que manter uma distro, ainda que seja um remaster costumizado, é um trabalho que consome a vida do mantenedor. E o Pedro, que é Concept Designer de uma grande multinacional do ramo de games, certamente não tem tanto tempo assim para dedicar.
Eu e Mozart pensamos, então, em criar um remaster ao estilo do Iro mas, pelos mesmos motivos já citados, abandonamos – ao menos por enquanto – a ideia. A partir daí nos voltamos para os Appimages, que já citamos em artigo anterior. Recentemente, vi as mensagens do Probono acerca do empacotamento do AzPainter. E as colocações feitas entre ele e o Symbian9 me fizeram pensar a respeito do assunto.
Em conversa com Azel no início do ano a respeito dos appimages, ela deixou claro que não iria se dedicar ao assunto “empacotamento”: ela continuaria fornecendo dos tarballs para instalação via código fonte e deixaria o empacotamento dos binários para quem quisesse fazê-lo, qualquer que fosse o sistema ou distribuição alvo. Para gerar os appimages, é conveniente que seja gerado através de uma versão antiga da distro alvo, o que, a grosso modo, exigiria um esforço significativo, tendo que testar o appimage gerado em todas as distribuições atuais, a fim de garantir a compatibilidade. E, de fato, Azel não teria tempo disponível para tal empreitada. Devemos lembrar que Azel desenvolve tudo sozinha, não recebendo ajuda de ninguém, por opção própria. Na visão dela, o trabalho de desenvolvimento termina ao liberar os tarballs, sendo que daí por diante o usuário pode fazer uso das quatro liberdades defendidas pela Free Software Foundation, uma vez que os aplicativos AZ são liberados sob a licença GPL3.
Por outro lado, o Probono enfatiza a importância de que cada desenvolvedor assuma o empacotamento de seus aplicativos via appimage, com o intuito de evitar que pessoas mal intencionadas liberem pacotes carregados de malware sob o nome de aplicativos “do bem”, o que certamente mancharia a reputação desses mesmos aplicativos.
Atualmente temos colaboradores de diversas partes do mundo empacotando os aplicativos AZ, ao menos o AzPainter, conforme pode ser visto na nossa lista de links úteis aí do lado. Porém, ainda temos lacunas a serem preenchidas, como pacotes .deb e appimage para o AzDrawing e o AzPainterB – que são aplicativos diferentes, com finalidades diferentes do AzPainter, conforme asseverou a própria Azel – além de pacotes rpm para todos eles e em outros formatos. Ah, para quem perguntou sobre o AUR (Arch Linux), o AzPainter e o AzDrawing estão disponíveis.
Também podemos pedir para os responsáveis pelas nossas distribuições preferidas para incluírem os aplicativos AZ nos repositórios oficiais dessas distros. Eu mesmo, que recentemente migrei para o Deepin, solicitei a inclusão dos três aplicativos no application store da própria distro.
Quanto mais disponíveis em formato binário para as diversas distribuições e sistemas operacionais (MacOS, *BSD… quem sabe um dia no Haiku?), mais e mais usuários terão acesso aos aplicativos AZ e poderão se beneficiar de suas qualidades únicas. Só teremos a ganhar.

Mundo AZ em inglês: AZWorld

Como todos sabem, as fontes de informação oficiais e oficiosas dos aplicativos feitos por Azel estão no idioma nativo dela, ou seja, em japonês. Nos últimos dias, conversando com o Mozart Couto e com o Anderson “AndeOn” comentei que, ao vasculhar a Internet atrás de informações sobre os aplicativos AZ em inglês, em quaisquer outros sites, percebi que elas eram esparsas e escassas, praticamente inexistentes. Naturalmente, veio a segunda constatação: os aplicativos não são mais procurados e usados pelos ilustradores gringos por um único motivo – ninguém sabe que eles existem. Assim, tive a ideia de criar um novo blog para atender o público anglófono. Assim surgiu o AZWorld, com um visual diferente mas com os mesmos conteúdos do Aznosekai – por enquanto, ainda sem os manuais.
Queremos assim preencher uma lacuna importante na divulgação do AzPainter(2/B) e do AzDrawing e tentar alcançar novos usuários nos cinco continentes. Em breve também estaremos lançando a versão do blog no idioma espanhol.
Também estamos nos preparando para lançar alguns tutoriais pelo YouTube, em português com legendas em inglês. Nada muito complexo ou exuberante, afinal eu sou um iniciante na arte digital… As grandes obras ficarão com nomes como o do nosso já conhecido Mozart, Enrico Guarnieri, 0xconfig…
Por falar em Mozart, estou negociando com ele para que converta o conjunto de pincéis personalizados que fez para o Gimp e o MyPaint para o AzPainter e AzDrawing. Espero que ainda neste primeiro semestre possamos ver estes pincéis disponíveis para download.

Dica: para quem quiser acessar o AZWorld diretamente deste blog, pode usar o link permanente localizado acima do campo de pesquisa, na lateral direta.