Criando perspectiva nos AZ

Esta semana estive assistindo alguns vídeos postados pelo Tiago dos Santos Silva no canal Portal dos Designers NTA, onde ele faz uso do AzPainter e do AzPainterB. O Tiago nos segue no perfil do AzNoSekai no Google+ e costuma colaborar com publicações. Recentemente ele criou um perfil para divulgação de trabalhos feitos no AzDrawing, também no Google+. Além dos aplicativos AZ, ele faz uso de várias outras ferramentas gráficas do mundo open source.
Nos vídeos citados, em número de oito, ele utiliza a ferramenta Pincel em modo de linha reta, se esforçando para fazer coincidir a origem das linhas de fuga, o que torna o processo como um todo muito trabalhoso. Em um dos vídeos comentei com o Tiago para que fizesse uso da ferramenta de geração de linhas concêntricas, conforme explicado pelo Alex Dukal no blog Mundo AzDrawing, conforme imagem abaixo:

Embora o blog esteja se referindo ao AzDrawing2 for Windows, todos os aplicativos gráficos AZ para Linux possuem o recurso, herança de seus antecessores de código fechado.
A ferramenta de linhas concêntricas oferece algumas opções úteis, conforme a imagem acima. Na janela Opções, guia Régua, podemos escolher o comportamento que as linhas terão ao serem traçadas: linhas paralelas, perpendiculares, concêntricas, círculos concêntricos e/ou elipses concêntricas.
Para gerar mais de um ponto de fuga é relativamente simples: após ter gerado as linhas do primeiro ponto de fuga, basta apertar o botão Ctrl ao mesmo tempo em que toca com a ponta da caneta digital (ou clica com o botão esquerdo do mouse) no local desejado para o novo ponto de fuga.
Como dito pelo Alex Dukal, este recurso também é bastante útil para traçar linhas de ação e movimento típicas do mangá japonês.
Reconheço que o recurso é ainda um tanto trabalhoso se formos comparar com o recurso de grade em perspectiva, presente do Krita. Porém, tendo em vista que o Krita e os aplicativos AZ possuem filosofias de desenvolvimento (e tamanho de código) bastante distintas, é uma mão na roda para qualquer usuário de qualquer estágio de domínio técnico.
Para aqueles que quiserem conhecer o trabalho e apoiar, seguem abaixo os vídeos do Tiago. Sugiro, para quem está testando o programa, refazer os exemplos dos vídeos utilizando as ferramentas sugeridas e verificar o resultado alcançado, em termos de rapidez e precisão. Cumpre observar que nos vídeos 5, 6 e 8, que lidam com construções bem mais complexas, ficaram faltando muitas linhas de fuga importantes, comprometendo o resultado final. Para aqueles que têm interesse no assunto e desejam se aprofundar, recomendo pesquisar outras fontes, disponíveis abundantemente na Internet.

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Feliz 2019!

Estivemos em hiato por alguns meses, meio que acompanhando o hiato da própria Azel que, desde outubro passado, após o lançamento da atual versão 2.1.3 do AzPainter, vem se dedicando exclusivamente à produção de ilustrações. Alguns trabalhos de Azel podem ser conferidos nesta página da Pixiv (em japonês).
Como dito em artigo anterior, os aplicativos AZ são feitos por Azel para seu uso pessoal, os quais ela disponibiliza em código aberto para todos os artistas ao redor do mundo. Assim sendo, uma vez que a criadora e principal usuária considere seus aplicativos maduros o suficiente para suas necessidades pessoais, ela não acrescentará outros recursos até que necessite deles. É uma filosofia de desenvolvimento bem diferente de outros aplicativos famosos, como Krita, Gimp e MyPaint, onde a demanda da comunidade se sobrepõe aos interesses dos desenvolvedores (exceção para o Gimp, conforme relatam seus usuários…).
Esse também é um dos motivos pelos quais o desenvolvimento da versão Windows parou: tendo migrado completamente para a plataforma GNU/Linux, não há motivação pessoal para desenvolver para outro SO. Afinal, todos os demais usuários poderiam deixar de usar seus aplicativos, ela continuaria desenvolvendo apenas para si própria. Assim também, caso ela resolva deixar de usar seus próprios aplicativos em GNU/Linux, eles deixarão de ser atualizados por ela, mas como estão sob licença GPL v3, poderão ser continuados por outro desenvolvedor a partir de onde ela parar. O mesmo não acontece com a versão Windows porque a licença anterior é proprietária.
E falando em versão Windows, esta semana tive o prazer de ler uma excelente e extensa review escrita pelo artista Thomas Cosby, onde ele cita o blog AzWorld, versão deste blog que escrevo em inglês. Naturalmente, ele faz observações sobre as vantagens e limitações do AzPainter2 e do AzDrawing2 for Windows, ambos sem atualizações desde 2011, mas ainda funcionais. A review é bastante honesta e vale a pena a leitura.
Apesar do hiato no desenvolvimento dos aplicativos, aqui no AzNoSekai e no AzWorld retomaremos as postagens sobre a criação de pincéis personalizados e a tradução dos manuais. Com algumas mudanças na minha agenda semanal a partir deste mês, terei maior disponibilidade para redigir os artigos (assim espero… 😉 ).
Para finalizar, faço questão de repostar aqui a mensagem de Ano Novo de Azel para todos os leitores do blog oficial:

あけましておめでとうございます。今年もしばらくは絵ばっかり描いてそうです…。

Tradução aproximada: “Feliz Ano Novo. Este ano também continuarei apenas desenhando por uns tempos…”

Azel abre o jogo, em japonês e inglês

No último dia 18 de março, Azel postou no Memo os motivos pelos quais, mesmo com várias pessoas pelo mundo solicitando a atualização das versões Windows do AzDrawing e do AzPainter, ela abandonou em definitivo a plataforma e por não ter nenhum interesse em retomar o desenvolvimento das mesmas. Embora já fosse de conhecimento do público japonês, esta é a primeira vez que ela se expressa também em inglês, tendo postado a declaração oficial no site AzSky.
Entre os motivos listados, está o fato dela ter abandonado o Windows por razões pessoais e técnicas, e uma vez que não faz nenhum uso do sistema operacional da Microsoft para seu uso diário, ela considera um estorvo ter que se dedicar ao desenvolvimento em uma plataforma que ela não utiliza.
Cumpre observar que ela faz questão de frisar que os aplicativos que desenvolve são, prioritariamente, para seu uso pessoal. Portanto, ela só os desenvolve justamente porque ela os utiliza. Isso explica o porquê dela se recusar a aceitar apoio, seja financeiro ou na produção de código/patches, e dá um alento sobre o futuro dos aplicativos AZ sobre Linux. No fim, também é um “cala boca” definitivo e um banho de água fria em quem ainda tinha esperanças de que ela voltasse a desenvolver para Windows.
Lembramos que as últimas versões do AzDrawing e AzPainter para Windows continuam disponíveis para baixar, agora inclusive com tradução para o Português do Brasil (apenas o AzDrawing), conforme anunciado no nosso artigo anterior.
A pergunta que não quer calar é o porquê dela não liberar o código das versões para Windows por meio de alguma licença livre – GPL3, BSD ou MIT, para citar somente três. Consultada a respeito, Azel explicou que ela não deseja liberar o código do jeito que está. Ela prefere fazer algumas melhorias e incrementos antes de se decidir a liberar o código, provavelmente sob a GPL. Mas não informou quando nem o quê será feito no código. Levando em consideração a atual resistência da programadora em usar o Windows novamente, não é algo para o curto prazo. Ao insistir com ela para que reconsiderasse e liberasse o código como está, para que outro programador, mais afeito ao Windows, pudesse retomar o trabalho e liberá-la para os projetos em GNU/Linux, recebi o silêncio como resposta. Vamos acompanhar os próximos capítulos.

AzDrawing2 para Windows em Português do Brasil

Após um par de semanas de trabalho intermitente, devido a viagens e outras atividades urgentes, finalmente temos a honra de anunciar a tradução do AzDrawing2 para Windows para o Português do Brasil. Trata-se do principal carro-chefe dos aplicativos AZ na América Hispânica, traduzido para o espanhol pelo artista argentino Alex Dukal. Agora, os usuários brasileiros e também os lusófonos que não se importarem com nosso léxico tupiniquim – “mouse” no lugar de “rato”, por exemplo – poderão fazer uso do aplicativo especializado em rascunhos e arte-final digital em nossa língua pátria.

azdrw_ptbr_final
AzDrawing2 em português do Brasil rodando no Windows 10

Existem duas formas de obter o AzDrawing2 em português: baixando o aplicativo completo com o arquivo de tradução incluso (clique aqui) ou, caso já possua o aplicativo em outro idioma e deseja apenas o arquivo de tradução, clicando aqui. O arquivo deve ser salvo na mesma pasta onde se encontra o executável do programa. Ao abrir o AzDrawing2 pela primeira vez (ou após salvar o arquivo de tradução na respectiva pasta), vá em Configuração > Idioma e escolha a opção “pt”. Diferentemente de sua contraparte para Linux, a tradução do layout não é feita automaticamente com base nas configurações de idioma do sistema operacional hospedeiro. Assim, mesmo que seu Windows esteja em português do Brasil, o AzDrawing2 pode ser configurado para exibir qualquer um dos quatro idiomas disponíveis nessa versão: inglês, espanhol, japonês e português. Por limitações técnicas impostas pelo código do programa, não pudemos nomear o arquivo para pt_br, como é o padrão internacional. O programa forçosamente lê apenas arquivos com a nomenclatura “lang_xx”, onde “xx” é o nome do idioma com apenas dois caracteres. Qualquer arquivo com nome diferente desse formato é simplesmente ignorado.
Em tempo, o arquivo zipado com o aplicativo completo que estamos disponibilizando é, na verdade, a versão oferecida pelo Alex Dukal no blog Mundo AzDrawing, portanto possui, além da tradução para o português do Brasil que estamos disponibilizando, todo o conjunto de pincéis que o artista argentino criou especificamente para o software e, naturalmente, a tradução para o espanhol, itens que não estão disponíveis na versão oficial.
Aproveitando o ensejo, acabamos de descobrir que também existe uma tradução para o coreano. A recomendação é a mesma para aqueles que já possuem o programa e desejam apenas acrescentar a tradução.

Pincéis no AzDrawing e AzPainter2/B: criando presets

Numa temporada de poucas novidades, onde Azel está concentrada em seus estudos sobre o Wayland e mlib, resolvi ir atrás de uma forma de agregar novos pincéis aos aplicativos gráficos AZ. Em artigo anterior, falei sobre os famosos pincéis AD, de Alex Dukal, e sempre tive a curiosidade de saber como ele conseguiu tamanha façanha. De fato, à primeira vista parece algo extremamente complicado mas, ao buscar as fontes de informação adequadas, percebe-se que se trata de uma tarefa relativamente simples, ainda que um tanto trabalhosa.
A fim de entender como a coisa toda funciona, primeiro dei uma olhada nos arquivos envolvidos: dentro dos diretórios ocultos .azdrawing e .azpainter, localizados na pasta pessoal do usuário (~/”nome_do-usuário”), encontramos as pastas brush e texture, além do arquivo brush.dat (brush-2.dat no AzPainter2). Claro, existem outros arquivos de configuração nesses diretórios, mas para os pincéis esses são os principais.

pincel1
Pastas .azdrawing e .azpainter na pasta pessoal, distribuição Deepin
pincel2
Exemplo da pasta .azdrawing
pincel3
Exemplo da pasta .azpainter (AzPainter 2.1.1)

Nas pastas brush e texture, como os próprios nomes dizem, ficam as imagens das manchas dos pincéis (brush) e das texturas (textures) que as influenciam. Como exemplo, mostramos a seguir o conteúdo da pasta brush do AzDrawing 1.5, com os pincéis AD já instalados por mim, conforme as orientações de Alex Dukal no artigo já citado. Vejamos como é constituído o pincel AD Aguada #1, do conjunto AD Brushes Mix v. 1. Conforme verificamos no AzDrawing, a mancha (imagem) do pincel é ad_oil3.jpg.

pincel4
Conteúdo da pasta brush do AzDrawing 1.5, com manchas dos pincéis AD.
pincel5
Pincel AD Aguada #1, no AzDrawing

Já a imagem de textura utilizada é a ad_paint2.jpg, que se encontra na pasta texture.

pincel6

Na imagem anexa da tela do AzDrawing, podemos ver o resultado do uso do pincel conforme suas configurações, onde temos a mescla da imagem da mancha com a respectiva textura. Podemos identificar também que este pincel efetua pintura do tipo Mistura, ou seja, quando aplicamos uma pincelada por cima de outra, as duas se misturam, tornando a interseção entre elas mais escura. Se forem utilizadas cores, elas se mesclarão, formando uma nova cor por adição.
As informações de configuração de pincel que vemos na caixa de ferramentas Brush, na interface gráfica dos aplicativos AZ, são armazenadas no arquivo brush.dat. Na verdade, lá se encontram todas as informações salvas de todos os pincéis instalados no aplicativo em questão. Trata-se de um arquivo em código de baixo nível, ou seja, as informações estão codificadas em linguagem de máquina, sendo muito difícil seu entendimento pelo usuário comum. Na criação de um conjunto de pincéis o qual se deseja distribuir por inteiro, com todas as configurações predeterminadas, faz-se necessário incluir o arquivo brush.dat junto com as imagens e texturas que serão utilizadas no conjunto. Dessa maneira, esse arquivo deve substituir o brush.dat que esteja pré-instalado no aplicativo (o qual, recomenda-se, deve ser salvo como um arquivo de backup, para o caso de algo dar errado), permitindo assim a correta instalação dos pincéis baixados. Se por um lado trata-se de uma maneira mais fácil de instalar um conjunto de pincéis, por outro faz com que se perca pincéis personalizados pelo próprio usuário.
Uma vez conhecidos os pontos mais importantes, surgiu a dúvida: os pincéis AD foram distribuídos não com um brush.dat pronto, mas com arquivos .txt com o código de cada pincel individual. Como o Alex extraiu essa informação? Além disso, o Anderson Prado, aka AndeOn, havia feito uma ligeira modificação no conjunto de pincéis do Dukal a fim de melhor instalá-los no Linux, já que aqueles conjuntos eram para o AzDrawing for Windows. Afinal, qual era o segredo disso tudo? Assim, resolvi fazer minhas diligências. 😉
Após consultar o Anderson sobre as modificações que havia feito e ao próprio Alex Dukal sobre como gerar os códigos, encontrei num post de um antigo blog do Alex a resposta para todas as perguntas que deram origem a este artigo. No subtítulo Como compartir pinceles individuales con AzDrawing 2,  Alex aborda justamente o inconveniente da distribuição do brush.dat:

“Como compartir pinceles individuales con AzDrawing 2

Cuando decidí compartir mi set de pinceles me encontré con un pequeño inconveniente: toda la información con la configuración de todos los pinceles se guarda en el archivo brush.dat, a eso había que sumarle las carpetas brush y texture con todas las imágenes, por eso compartí la carpeta entera con el programa, para no crear confusiones.”

A seguir ele dá ciência de que é possível compartilhar os pincéis individualmente através de um “pulo do gato”: as opções “Copiar para a Área de Transferência(Formato Texto)”, no AzDrawing, e “Copiar(C)”, no AzPainter2. Estas opções são acessíveis ao clicar com o botão direito do mouse sobre o pincel que se deseja copiar. Através dessa ação, o código com a configuração do pincel escolhido é copiado temporariamente para a Área de Transferência, em código mais legível do que o do brush.dat, podendo ser salvo posteriormente em um arquivo .txt através de um editor de textos do tipo Bloco de Notas (como o Gedit ou outro do universo Linux). Veja um exemplo de código, justamente do pincel AD Aguada #1, que utilizamos anteriormente:

AZDW2BR;004100440020004100670075006100640061002000230031;ad_oil3.jpg;ad_paint2.jpg;03e8;03e8;03e8;03e8;000a;011c;0000;03e8;0000;0064;0156;01;ff;00;00;00;01;00;

A seguir, um exemplo de código utilizado pelo AzPainter2, do pincel pré-instalado Water:

azpainter-v2-brush;name=water;type=2;radius=78.3;radius_min=0.3;radius_max=400.0;opacity=60;pix=0;sm_type=1;sm_str=1;min_size=0.0;min_opacity=100.0;interval=0.20;rand_size=100.0;rand_pos=0.00;angle=0;angle_rand=0;rough=0;hard=100;flags=4;water1=50.0;water2=90.0;water3=40.0;press_type=0;press_value=100;shape=;texture=%3F;

Podemos observar através destes exemplos que os códigos possuem marcação diferente em cada programa, o que significa que não podemos instalar no AzPainter2 um pincel criado no AzDrawing e vice-versa. Em outras palavras, se queremos criar conjuntos de pincéis que funcionem em ambos, teremos, na verdade, que gerar duas versões de cada conjunto: um para AzDrawing e outro para AzPainter2. Em outro artigo, falarei sobre o AzPainterB que, ao que parece, possui o mesmo motor de pincéis que o AzPainter2.
Resumindo, a forma de compartilhar pincéis em quaisquer dos aplicativos gráficos AZ segue basicamente os seguintes passos:
1) Criar o pincel no aplicativo a que se destina;
2) Clicar com o botão direito sobre o pincel e escolher a opção de Copiar para a Área de Transferência;
3) Salvar o conteúdo da área de transferência em um arquivo texto puro (.txt);
4) Juntar a este arquivo os arquivos de imagem (mancha) do pincel e da textura, se form o caso.
No próximo artigo, faremos um passo a passo de como criar um pincel e como compartilhá-lo individualmente.

AzComicv 1.0.1

No último dia 09, Azel lançou a versão menor 1.0.1 do leitor de comics Azcomicv. Como novidade principal, a possibilidade de classificar os arquivos por data e hora de atualização, o que é importante para quem segue séries. Correção no carregamento de JPEG, ajustes de layout e algumas correções do Mlib também foram acrescentadas. Ela não postou nenhuma notícia no blog oficial, portanto não há mais novidades sobre os demais aplicativos até o momento.

AzPainter 2.1.0

Azel liberou no último dia 26/08 uma nova versão do AzPainter, que pulou de 2.0.6 para 2.1.0. Segundo a desenvolvedora, diversas melhorias ainda deverão ser implementadas de maneira parcelada, portanto haverão atualizações menores com certa frequência até o fim do ano.
Outro ponto abordado por Azel na mensagem de lançamento é a implementação do suporte a Wayland, uma vez que esse será o servidor gráfico padrão do Ubuntu 18.04, a ser lançado no ano que vem. Para quem não sabe, Wayland é a iniciativa da Red Hat de um protocolo moderno para substituir o já cansado servidor X11. Foi criado em 2008 por Kristian Høgsberg e é totalmente compatível com aplicativos que hoje rodam por cima do X11, graças ao cliente XWayland.
Até abril deste ano, a Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, utilizava o gerenciador de ambiente Unity, rodando sobre o Mir, versão criada a partir de e principal concorrente do Wayland. Entretanto, com o anúncio do abandono do Unity, cogitou-se o abandono também do Mir, o que foi negado por Mark Shuttleworth, que afirmou que o servidor será adotado nos projetos da Canonical para a chamada “Internet das Coisas”.
O tarball da nova versão do AzPainter pode ser baixado aqui. Ainda não há atualização do appimage pelo Probono nem pacote .deb pelo Alexander Podznyakov.

Atualização (12/09/17): Já está disponível o pacote .deb no site Notesalexp.org, de Alexander Podznyakov.